O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta terça-feira (3) que do ponto de vista do Ministério e da Polícia Federal não houve nenhuma irregularidade no fato de a PF ter periciado os documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, para provar a disponibilidade de recursos próprios para o pagamento de dívidas pessoais. Essa foi uma das falhas apontadas pela consultoria jurídica do Senado para justificar a retirada do processo contra Renan do Conselho de Ética e encaminhamento à Mesa Diretora da Casa.

De acordo com o parecer jurídico, as apurações de fatos devem ser encaminhadas pela Mesa Diretora e não pelo Conselho. "No nosso ponto de vista não houve irregularidade nenhuma. Foi apenas um pedido de apoio, uma requisição formal. Da nossa parte não há irregularidade. Agora, se for avaliado pela comissão ou pela Justiça que houve irregularidade, aí é outro problema. Nós não nos opomos a esse tipo de relação, já que o Congresso é um poder que tem direito de fazer esse tipo de requisição, de pedir o auxílio ao poder de polícia do Estado", afirmou o ministro.