Belém – O fazendeiro Amair Feijoli da Cunha, o Tato, acusado de intermediar o assassinato da missionária Dorothy Stang, em Anapu, no dia 12 de fevereiro, vai negar participação no crime e deve afirmar que o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, não é o mandante. A informação é do advogado de Cunha, Oscar Damasceno. Tato, Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, assassino confesso, e Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo, serão interrogados hoje pelo juiz da comarca de Pacajá, Lucas do Carmo de Jesus. Eles estão presos na Penitenciária Fernando Guilhon, em Santa Isabel do Pará, a 48 km de Belém.

Fogoió e Eduardo vão reafirmar tudo o que já disseram às polícias Civil e Federal sobre o crime, entre elas, a oferta de R$ 10 mil feita por Cunha para que assumissem a culpa sozinhos. Moura fugiu de Anapu no dia do crime, e seu retrato foi espalhado por todas as cidades do sul e sudoeste do Pará.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Pará, pediu proteção para os três acusados, temendo que eles sejam mortos dentro da prisão. A direção do sistema penal paraense nega supostas ameaças feitas por presidiários a Fogoió, Eduardo e Cunha. Os presos teriam ficado revoltados com a morte da freira e jurado ?vingança?.