O Brasil reduziu a mortalidade infantil em 46,9%. Segundo dados do IBGE, a taxa de óbitos entre menores de um ano de idade diminuiu de 46,9 por mil nascidos vivos em 1990 para 24,9 por mil nascidos vivos em 2006. Os dados são do relatório Situação Mundial da Infância 2008 – Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira (22) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Segundo o estudo, o Nordeste apresentou a maior queda (48%), mas a disparidade com a média nacional continua alta: a taxa de mortalidade infantil na região é quase 50% maior do que a média do País. Em 2006, a média de mortalidade infantil no Nordeste foi de 36,9 por mil nascidos vivos, sendo que Alagoas, Maranhão, Pernambuco e Paraíba apresentaram os mais altos índices. Das 27 Unidades da Federação brasileira, apenas oito têm taxas de mortalidade infantil abaixo de 20 mortes a cada mil nascidos vivos.

O relatório da Unicef também apurou que os cuidados com o nascimento continuam muito precários. No Brasil, de acordo com o IBGE, aproximadamente 66% dos óbitos de menores de um ano ocorrem no primeiro mês de vida, sendo que 51% ainda nos primeiros seis dias de vida.

As principais causas de óbito na primeira semana de vida estão relacionadas à prematuridade, asfixia durante o parto e infecções, fato que evidencia a importância dos fatores ligados à gestação, ao parto e ao pós-parto. Os mesmos dados apontam que a Região Nordeste é a que apresenta as mais altas taxas de mortalidade neonatal precoce (óbitos de crianças de até seis dias) do País, com 15,3 por mil nascidos vivos. Nessa região, Alagoas e Paraíba possuem as maiores taxas (17,4 e 16,9 por mil nascidos vivos, respectivamente).