A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Spectrum para desarticular um esquema especializado no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O esquema seria comandado por Luiz Carlos da Rocha, vulgo “cabeça branca”, um dos traficantes mais procurados pela Polícia Federal e Interpol na América do Sul, que foi preso em Mato Grosso. Ele era um dos “barões das drogas” do Brasil ainda em liberdade, segundo a PF, com condenações proferidas pela Justiça Federal que somam mais de 50 anos de prisão.

"Cabeça branca", pouco depois de ser detido pela polícia. Foto: Reprodução/WhatsApp
“Cabeça branca”, pouco depois de ser detido pela polícia. Foto: Reprodução/WhatsApp

Em nota, a PF informou que cerca de 150 agentes cumpriram 24 mandados judiciais em Londrina (PR), Sorriso (MT) e nas cidades paulistas de Araraquara, Cotia, Embu das Artes, além da capital paulista. As ordens judiciais foram expedidas pela 23.ª Vara Federal de Curitiba.

O nome da operação, derivado do latim, tem o significado de espectro/fantasma, uma referência ao líder do esquema, “que vivia discretamente e nas sombras, reconhecido pela experiência internacional, transcontinental e com larga rede ilegal de relacionamentos, desviando-se das investidas policiais há quase 30 anos”.

Segundo a Federal, Luiz Carlos da Rocha foi recentemente localizado pela área de combate ao tráfico de drogas mesmo com as alterações de suas feições faciais promovidas mediante cirurgias plásticas

A polícia afirma que o esquema de Cabeça Branca operava como uma estrutura empresarial, controlando desde a área de produção em regiões de selva na Bolívia, Peru e Colômbia, até a logística de transporte, distribuição e manutenção de entrepostos no Paraguai e no Brasil. Também foi apurado que Rocha era um dos principais fornecedores para facções criminosas paulistas e cariocas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.