O sildenafil, substância que compõe o Viagra, pode reduzir o desenvolvimento de Alzheimer em até 69% quando é comparado com outras drogas, afirmou estudo americano publicado nesta segunda-feira (6) na revista Nature Aging.

Realizado por um time de pesquisadores da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, o estudo envolveu a análise inicial de 1.608 remédios aprovados pela FDA (agência de alimentos e drogas) com informação de aproximadamente 7 milhões de pacientes americanos.

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O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e é reconhecida como o tipo de demência mais prevalente ao redor do mundo. Segundo dados do estudo, é esperado que a doença afete 16 milhões de americanos até 2050.

No Brasil, existe uma prevalência média de 1 milhão de pessoas que sofrem de demência. Ainda não existe tratamento que cure esse quadro clínico.

Na investigação, os pesquisadores estudaram alguns aspectos genéticos e biológicos que poderiam estar associados ao Alzheimer, como o proliferamento das proteínas beta amiloide e tau que estão associados com o desenvolvimento da doença.

Assim, os cientistas acompanharam por seis anos os efeitos do sildenafil em três grupos de usuários. O primeiro era formado por aqueles que usavam a substância contra os que não a utilizavam. Já o segundo grupo foi composto de pacientes que ingeriam o sildenafil em comparação a pessoas que utilizavam outras drogas que não tinham evidência contra o Alzheimer. E, por último, havia o grupo de sujeitos que usaram o sildenafil contra outros que utilizavam medicamentos sem evidência no combate à doença.

A partir daí, os pesquisadores chegaram a cálculos que mostravam a eficácia superior de 69% do sildenafil em barrar o desenvolvimento do Alzheimer.

Os pesquisadores entenderam que a substância teve esse resultado animador por atuar de forma concomitante contra as proteínas beta amiloide e tau em vez de agir somente em uma delas. “Nosso estudo testou a hipótese de que a dupla atuação nas vias da beta amiloide e tau pelo sildenafil pode fornecer melhores benefícios clínicos em comparação com a segmentação [isolada das proteínas”, afirmou Feixiong Cheng, líder do estudo e membro do Instituto de Medicina Genética da Cleveland Clinic.

Mesmo com os resultados importantes, Cheng chama a atenção de que ainda é necessário realizar novos testes clínicos para atingir um maior grau de confiança do sildenafil contra o Alzheimer.

“Estamos planejando ativamente um ensaio clínico de fase dois (RCT) agora e o cronograma depende de muitos fatores, como recrutamento de pacientes e apoio financeiro também. Se tivermos apoio financeiro suficiente para nossos próximos ensaios, podemos ter resultados preliminares entre 1 a 3 anos”, afirmou.

O cientista também vê a possibilidade de, no futuro, mesclar o sildenafil com outras drogas no combate à doença. “Estamos testando ativamente as terapias de combinação de medicamentos; ainda, não temos os resultados [dessa combinação com algumas drogas]”, conclui Cheng.

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