São Paulo – A Volkswagen pretende importar unidades do Fusca para vender a colecionadores. Em agosto, o carro de 70 anos deixará de ser produzido no México, único país que ainda mantém uma linha de montagem da versão que vendeu 3,1 milhões de unidades nos 30 anos em que foi fabricado no Brasil.

Em princípio, o modelo será oferecido a donos de concessionárias, fabricantes de autopeças e colecionadores, disse ontem o gerente de Marketing da Volks, Paulo Sérgio Kakinoff. Será uma oportunidade para os amantes do Fusquinha, como é chamado no País, terem acesso à ultima série do modelo que começou a ser produzido na Alemanha em 1938 e vendeu mais de 21 milhões de unidades no mundo. O preço do carro, sem impostos, gira em torno de US$ 7 mil. Para rodar no País, o proprietário precisará de licença especial, como aquelas concedidas a modelos fora de linha em poder dos colecionadores.

Gol

Enquanto o Fusca está com os dias contados no México, a Volks do Brasil comemou ontem a produção de 4 milhões de unidades do Gol, um recorde na indústria brasileira. O modelo de 23 anos é líder de vendas no País e o carro mais exportado atualmente pela montadora.

A empresa se prepara para lançar, em outubro, o Tupi (nome provisório), carro intermediário entre o Gol e o Polo que está sendo produzido na fábrica do Paraná. Já o Golf, também fabricado nessa unidade, segue com futuro incerto. Segundo o presidente da Volks, Paul Fleming, a continuidade do modelo vai depender da estratégia global que a marca deve definir até o fim do ano para os modelos do segmento de carros médios.