A soma de duas condições adversas, a maior concentração de vôos charter no início das férias de julho e as más condições meteorológicas, causou os problemas no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos-SP, no último final de semana. A afirmação foi feita pelo comandante do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) 1, coronel-aviador Eduardo dos Santos Raulino, que está sendo ouvido hoje pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Aérea.

Ele explicou que a ocorrência de forte nevoeiro em Guarulhos, que deixou as pistas fechadas das 22 horas de sábado (30/06) até as 6 horas do domingo (01/07), gerou um efeito cascata de atrasos, que foi sendo diluído em três dias. Segundo Raulino, tradicionalmente o volume de vôos charter aumenta no início das férias e volta a crescer no final do mês de julho.

O comandante do Cindacta 1 e seu colega, o coronel-aviador Eduardo Jean Kiame, que comanda o Cindacta 2 disseram considerar seguro o espaço aéreo brasileiro. "Possuo quatro mil horas de vôos e nunca tive nenhum problema sobre segurança de vôo", disse Raulino.