O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, questionado, na comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados sobre o apagão aéreo, se pensa em pedir demissão do cargo, respondeu: "Não sou apegado a cargos."

Zuanazzi disse que aceita as críticas à agência, mas que rejeita "as críticas injustas". Ele disse que a agência tem limitações para tomar decisões e rejeitou a responsabilidade pelo congestionamento do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O diretor da Anac previu uma série de problemas para implementar as determinações do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) para desafogar Congonhas e transferir vôos para o Aeroporto de Guarulhos (SP).

"No Rio, foi fácil levar vôos do Santos Dumont para o Galeão; em Belo Horizonte, foi mais fácil levar vôos da Pampulha para Confins, porque, nos dois casos, os aeroportos estavam ociosos. Em São Paulo, não há ociosidade", afirmou o presidente da Anac. Segundo Zuanazzi, estão faltando equipamentos adequados para atender a demanda dos aeroportos de São Paulo.