Eleição está marcada para próxima quarta

Os líderes dos partidos se reuniram, nesta quinta-feira, para discutir a eleição à presidência da Câmara.

Pelo menos sete deputados devem concorrer ao cargo: Beto Albuquerque (PSB-RS), o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), José Thomaz Nono (PFL-AL), João Caldas (PL-AL), Luiz Antonio Fleury (PTB-SP), Michel Temer (PMDB-SP), Francisco Dornelles (PP-RJ). A eleição, que está marcada para a próxima quarta-feira não terá material de campanha, como cartazes e adesivos.

O PSDB decidiu apoiar o candidato do PFL. "Achamos que Nonô é um bom nome para Câmara", disse o líder do PSDB, Alberto Goldman (SP) que diz esperar um segundo turno com a presença de Nonô. O líder do PT, Henrique Fontana (RS), defende que o Partido dos Trabalhadores assuma a presidência por ter a maior bancada.

"Queremos voltar à Mesa de onde nunca devíamos ter saído", disse. "Estou com paciência para dialogar até o último minuto", completou. A presidência da Câmara foi ocupada pelo deputado petista João Paulo Cunha (SP) entre 2003 e 2004.

Para o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), o PT está cometendo um erro ao indicar como candidato o líder do governo, Arlindo Chinaglia (SP). "O PT não aprendeu com os erros da última eleição", avaliou. Segundo ele, o PPS não tem um candidato. "Tem muito nome, pouco tempo, pouco programa e pouco juízo", disse.

O líder do PTB, José Múcio, defendeu a eleição de um candidato da base aliada. "Agora teria que dar espaço a alguém da base aliada", ressaltou. As inscrições para candidatos deverão ser feitas até terça-feira às 18h.