O maior aliado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador José Sarney (PMDB-AP) aderiu à reeleição do deputado Michel Temer (SP) para a presidência do PMDB. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, enviou ontem à noite a Temer uma autorização por escrito para que seu nome seja incluído na chapa com a qual o deputado disputará o comando partidário, na convenção nacional de domingo.

Com a participação de Cabral, que estava na linha de frente da candidatura adversária do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, Temer conseguiu neutralizar o boicote à convenção, comandado pelo grupo de Renan e Sarney. Os governadores peemedebistas de Mato Grosso, Espírito Santo, Santa Catarina e Tocantins já fazem parte da chapa. Falta apenas incluir o nome do governador de Amazonas, Eduardo Braga, que comunicou a Temer que vai entrar, mas só hoje enviará autorização, pois estava no interior do Estado sem acesso a um aparelho de fax.

O sétimo governador do partido, Roberto Requião, do Paraná, ficou de fora, mas indicou quatro representantes, entre os quais o presidente do Diretório do PMDB paranaense, Renato Adur.