A Caixa Econômica Federal anunciará amanhã alterações em suas linhas de crédito para financiamento de imóveis, aquisição de terrenos e de material de construção para reformas, com vistas a impulsionar o setor e gerar mais empregos. Na ocasião, a Caixa divulgará também um balanço das operações já realizadas.

A linha de crédito, vinculada ao Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), destina-se a pessoas físicas. Utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiar até R$ 180 mil nas modalidades de construção e aquisição de terreno, com obrigatoriedade de construção. Na compra de material para a construção do imóvel, o limite máximo é de R$ 80 mil, e o teto para reforma é de R$ 12 mil.

Para construção em terreno próprio ou aquisição de terreno e construção, o prazo para amortização é de 204 meses (17 anos), com juros mensais de 4% mais Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Na aquisição de material para reforma ou ampliação, o prazo para pagamento é de 18 meses, com juros de 9,7% ao mês, mais TJLP.

A Caixa também vai explicar o que muda no financiamento de imóveis para a classe média, cuja linha foi retomada em novembro do ano passado, depois de ficar suspensa por 26 meses. No caso, a Caixa colocou recursos próprios para aquisição de imóveis novos e usados, residenciais e comerciais, sem limite de valor venal, mas só financia até 60% da operação.

Os imóveis residenciais podem ser financiados em até 180 meses (15 anos), pelo Sistema de Amortização Constante (SAC), que não deixa “resíduo” no final. Os juros (de 13,7% ao ano mais TR atual de 0,0874) são decrescentes. Não há limite máximo de financiamento e o mínimo é de R$ 15 mil.

Para os imóveis comerciais o prazo cai para 72 meses (6 anos), também sem limite máximo de financiamento. A participação da Caixa, no caso, é de apenas 50%. Os juros são de 13% ao ano mais TR.

Os juros altos, apesar de a Caixa apregoar que são os mais baixos do mercado, inibem a tomada dos empréstimos. A própria Caixa anunciou, em novembro de 2003, que dispunha de R$ 500 milhões para financiar essa linha de crédito. Mas seis meses depois só foram gastos apenas R$ 118,3 milhões em 2.475 operações.