Ampliar a composição do Conselho Monetário Nacional (CMN) de três para nove membros é a principal proposta apresentada nesta segunda-feira pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O CMN já chegou a ter 27 membros e a atual estrutura é a menor em quarenta anos de sua existência. Hoje, o conselho é constituído pelo ministro da Fazenda, do Planejamento e pelo presidente do Banco Central. As entidades pretendem entregar a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pela proposta, o Conselho teria ampliada a participação dos membros do governo de três para cinco membros e seriam adicionados também quatro representantes da sociedade civil, sendo dois empresários e dois trabalhadores. Os membros, tanto do governo quanto dos setores de produção, seriam nomeados pelo próprio presidente.

Segundo Luiz Marinho, presidente da CUT, o objetivo é aumentar a participação da sociedade civil nas decisões do CMN, como a definição das metas de inflação, regras de financiamento, ajuste da Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP). "Nós queremos discutir o encaminhamento da política econômica, queremos que essas diretrizes passem pela lógica de crescimento da economia com sustentabilidade", afirmou Marinho.

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o CMN atualmente está mais voltado para técnicas e análises econômicas do que para atender as necessidades da sociedade. Segundo o dirigente, é necessário um "toque" de empreendedorismo e desenvolvimento no conselho. "Para nós termos voz dentro desse fórum que define a vida das pessoas, a meta inflacionária, a política cambial", defendeu Skaf.