Yuri Cortez/AFP

O regulamento da Copa do Mundo da África do Sul zera o número de cartões amarelos recebidos até as quartas de final, o que evita que o jogador deixe de ir à final por causa do acúmulo de advertências.

Isso significa, por exemplo, que o brasileiro Kaká, que levou cartão amarelo na partida contra o Chile (3-0) nas oitavas, pode ficar fora de uma possível semifinal se receber um novo contra a Holanda, em Port Elizabeth.

Se esse mesmo cartão amarelo sair na semifinal a participação do jogador na final não estará ameaçada, pois as advertências anteriores de nada valerão.

A regra mais recente zerava os cartões da primeira fase, já que dois recebidos em diferentes jogos causam a suspensão automática para o encontro seguinte.

Na Copa da Itália-1990, Claudio Caniggia, uma das estrelas da Argentina finalista, ficou fora da final, quando os argentinos perderam para a Alemanha, por causa de cartões amarelos que recebera na fase de grupos e na semifinal.

Já na edição que Coreia do Sul e Japão dividiram em 2002, o armador Michael Ballack, fora desta Copa por causa de lesão, recebeu o segundo cartão nas semifinais, o que custou a ele a presença na decisão contra o Brasil.