A Coordenadoria Estadual Antidrogas, da Secretaria da Justiça e da Cidadania, e Brasil Telecom lançaram cartões telefônicos temáticos com o slogan da campanha ?Quem ama cuida e se cuida?, nesta quarta-feira (03). A organização não-governamental Associação Parceria Contra Drogas (APCD) também entregou o Centro de Informações Curitiba Sem Drogas, um conjunto de equipamentos itinerante, com dados multimídia sobre o assunto, que será usado em eventos da Coordenadoria.

Foram produzidas 480 mil cartões que circularão em todo o Estado. O cartão telefônico apresenta a imagem de uma família, com o tema de abertura da X Semana Estadual ao Uso Indevido de Drogas (Previda), realizada em junho. No verso do cartão, está impressa a seguinte informação: ?a droga mais consumida por crianças e adolescentes é a bebida alcoólica, com a permissão dos adultos?.

O secretário Aldo Parzianello salientou a importância de parcerias entre poder público, entidades e a iniciativa privada, na prevenção às drogas. ?Cada segmento da sociedade tem que cumprir sua parte, para orientar crianças, adolescentes e toda a juventude sobre as conseqüências do uso de substâncias tóxicas?, disse.

Ações

Parzianello destacou as ações antidrogas do Governo do Estado, especialmente o 181-Narcodenúncia, que, em dois anos de existência, reduziu a oferta de entorpecentes e conseguiu a adesão da sociedade, por seu sistema de anonimato. Já foram apreendidas pelo serviço 130 toneladas de maconha, 1,2 tonelada de cocaína e 270 mil pedras de crack.

?O coordenador do 181, coronel Jorge Costa Filho, está em Macéio (AL) apresentando a plataforma de operação do Narcodenúncia para ser implantando não só naquele Estado, mas como em toda a região Nordeste?, anunciou o secretário. Em novembro do ano passado, a Secretaria e a Brasil Telecom lançaram cerca de 150 mil cartões telefônicos temáticos do 181-Narcodenúncia.

O secretário da Comunicação Social, Airton Pissetti, representando o governador Roberto Requião, agradeceu o apoio da iniciativa privada aos programas governamentais.

?Dessa forma ampliamos o alcance da informação?, comentou. A chefe da Coordenadoria Estadual Antidrogas, Cleuza Canan, esclareceu que o lançamento dos cartões telefônicos temáticos e o Centro de Informações Curitiba Sem Drogas são mais ações que se inserem nas políticas públicas antidrogas da Coordenadoria. ?Queremos sensibilizar a sociedade, resgatando os adultos para seu papel cuidador das crianças e jovens?, disse Cleuza.

Família

De acordo com pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), 14,8% dos jovens que apresentam grau de dependência ao álcool, fizeram uso da bebida em casa, com consentimento dos pais. ?É preciso estar atento a pequenos gestos do cotidiano, como oferecer a espuma da cerveja a criança ou açúcar no copo de um drink?, alertou a coordenadora, também psicóloga especialista na área de dependência química.

O diretor de relacionamento das instituições da Brasil Telecom, Leôncio Vieira de Rezende Neto, ressaltou que as parcerias com a Secretaria da Justiça são de utilidade pública. ?A filosofia do Governo do Paraná e da Brasil Telecom são afinadas e de conformidade com nossas ações de responsabilidade social?, concluiu o diretor.

Centro de Informações

A APCD cedeu à Coordenadoria Estadual Antidrogas, o Centro de Informações Curitiba Sem Drogas (CID), patrocinado pela Brasil Telecom. O centro é constituído por uma estante especialmente projetada para acomodar televisor, videocassete, computador e a bibliografia produzida pela Secretaria Nacional Antidrogas e centros de estudo, além de material audiovisual produzido pela associação.

Atualmente, existem 20 centros de informações, patrocinados pela Brasil Telecom, operando em diferentes cidades. Em todos os próximos eventos da Coordenadoria, o Centro estará à disposição dos participantes, para acesso a pesquisas e tira-dúvidas, e de materiais informativos e preventivos da Coordenadoria.

Representando a entidade, Marylin Tatton explicou que o centro tem a finalidade de incrementar as políticas públicas de prevenção às drogas de maneira educativa. ?A população, especialmente a mais carente, necessita de educação e informação acessível?, opinou Marylin.