Rio – O economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Armando Castelar defendeu há pouco a regulamentação da parte da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que diz respeito ao governo federal. Segundo Castelar, a LRF deu bom resultado em relação a Estados e municípios, mas a parte referente à União não foi regulamentada e só no ano passado, o gasto primário do governo federal "cresceu 10% reais".

De acordo com ele, o governo gasta muito em despesas correntes e pouco em investimentos. Particularmente na infra-estrutura ele vê necessidade de maior investimento do governo simultaneamente à criação de melhores condições para o investimento privado. Castelar também defendeu que a carga tributária, a partir da redução de gastos do governo deveria ser diminuída dos atuais cerca de 38% do PIB para 25% do PIB.

De acordo com ele, mesmo no patamar de 25% do PIB, o Brasil estaria tributando muito para um País na sua faixa de renda. "Países de renda baixa em geral tributam menos porque a tributação distorce mais a sua economia", disse. "Em termos de tributação o Brasil está no mesmo patamar de Reino Unido, Alemanha e Canadá", afirmou. Essas foram algumas das mudanças defendidas por Castelar em sua apresentação no seminário "Perspectivas SocioEconômicas para 2006".