O deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) registrou, há pouco, sua candidatura à presidência da Câmara. Ele promete independência do Poder Legislativo em relação ao Executivo e garante que, se eleito, tratará igualmente todos os deputados. "Vou acabar com esta estória de novo, baixo e alto clero", afirmou. "Aqui todos serão iguais".

Na opinião dele, também o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), candidato avulso do PT à sucessão de João Paulo Cunha (PT-SP), faz parte "da ala de parlamentares subservientes ao Palácio do Planalto". Portanto, segundo Severino, "a candidatura dele (Virgílio) não representa independência do Executivo".

Até agora, quatro deputados registraram suas candidaturas à presidência da Câmara. Além de Severino e Virgílio, já fizeram o registro o candidato oficial do PT, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), e o deputado Jair Bolsonaro (PFL-RJ). O líder do PFL, José Carlos Aleluia (BA), que já lançou sua candidatura, ainda não a registrou.

A Câmara já está em clima de campanha. As paredes de seus salões e corredores estão lotadas de cartazes de Severino, Greenhalgh e Virgílio Guimarães. Aleluia e Bolsonaro ainda não espalharam material de propaganda. A campanha de Greenhalgh está sendo custeada pelo PT. Já a de Severino e a de Virgílio são financiadas com contribuições de colegas parlamentares. O coordenador financeiro da campanha de Virgílio, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), disse que já foram recolhidos mais de R$ 100 mil em contribuições de deputados.

O coordenador financeiro da campanha de Severino, deputado Benedito Dias (PP-AP), informou que já foram gastos R$ 40 mil com a confecção de material publicitário do candidato. Segundo Dias, o orçamento da campanha de Severino, será de R$ 60 mil.

Esta semana, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), defendeu a realização de uma auditoria nas contas de campanha dos candidatos à presidência da Câmara para que a opinião pública fique sabendo de onde estão vindo os recursos para suas campanhas.