A criação de 202 mil empregos formais no mês de julho, recorde para o período, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, foi comemorada pelo presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho. Ele ressalvou, entretanto, que “o jogo ainda não está ganho” e que a central prosseguirá cobrando avanços no combate ao desemprego e no desenvolvimento social.

“O momento é de comemoração, mas estamos apenas empatando o jogo. Tem gente que acha que estamos ganhando, e até de goleada, mas estamos apenas empatando, a meu ver”, afirmou, em entrevista coletiva, após participar da reunião da Direção Nacional da CUT, em São Paulo. “Há quem deva vender otimismo, pode ser o papel do ministro Antonio Palocci (Fazenda), mas o papel da central é diferente porque ainda temos milhões de desempregados, problemas de moradia, saúde e educação”, adicionou.

A estimativa de Marinho, ainda com base nos dados do Caged, é de que os dois primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva terminem com a criação de mais de 2 milhões de empregos. “A vida não está resolvida e não podemos entrar em fase de euforia”, disse, cauteloso.

O sindicalista também enalteceu o resultado das campanhas salariais e acordos coletivos das categorias com data-base no primeiro semestre. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) 79% das categorias conseguiram, no mínimo, recompor a inflação medida pelo INPC. “Houve uma melhora bastante razoável sobre o ano passado e, no segundo semestre, essa curva de evolução deve ser repetida”, avaliou.