Num repente, o País recebeu a informação de que as duas maiores companhias de aviação – Varig e Vasp – atravessam períodos conturbados do ponto de vista econômico e financeiro, além das freqüentes más condições atmosféricas durante os vôos. A empresa vendida pelo governo paulista a Wagner Canhedo quebrou e teve suas rotas canceladas.

A tradicionalíssima companhia fundada no Rio Grande do Sul no tempo dos hidroaviões, diz-se, deverá ser estatizada por uns tempos para a devida recuperação econômica e, então, vendida. De modo geral, o panorama das empresas aéreas nacionais não é satisfatório, e o próprio governo havia tentado mediante o sistema de vôos compartilhados entre Varig e TAM, ao longo de dois anos, equilibrar a rentabilidade de ambas e eliminar a competição desenfreada entre elas.

Esta providência parece ter dado bons resultados, tanto que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) optou pela suspensão dos vôos compartilhados, arquivando-se também a idéia da fusão das mesmas.

O enorme prejuízo acumulado pela elevação dos custos de manutenção da frota e a ociosidade de algumas rotas inviabilizou a operação das linhas a cargo da Vasp, vendo-se o governo obrigado a decretar uma espécie de intervenção branca. Em relação à Varig, o governo pretende trabalhar pelo seu fortalecimento, para então repassá-la novamente ao mercado.

O nó das companhias aéreas de grande porte desafia o intervencionismo gerencial do governo, ainda se defrontando com a falência da Transbrasil e a esteira de credores ansiosos pela resolução de seus problemas, inclusive na Justiça do Trabalho.