O índice de cheques roubados no Brasil no primeiro semestre foi de 0,70%, um aumento de 1,51% em relação ao mesmo período no ano passado (0,69%). As informações são da Telecheque, empresa especializada em concessão de crédito no varejo.

Segundo José Antonio Praxedes Neto, vice-presidente da empresa, "atualmente o varejo utiliza diversos critérios antes de receber um cheque, o que torna mais difícil a transação de roubados. No entanto, o constante treinamento da equipe é fundamental para que este índice caia. Para efetuar uma venda, o lojista consulta as empresas de verificação, cadastra os seus clientes e confirma a veracidade das informações passadas. Já no caso dos cartões de crédito, os lojistas têm uma visão equivocada de que este é o meio de pagamento mais
seguro e acabam abrindo mão de certos cuidados, o que permite a circulação deste documento, mesmo quando roubado."

Segundo os índices da Telecheque, os estados que apresentaram maiores volumes de cheques roubados foram Paraíba e Rio Grande do Norte, ambos com indicador de 1,21%. Na Paraíba a elevação foi de 23,75% frente ao primeiro semestre de 2004 (0,98%) e no Rio Grande do Norte de 28,34%.

Em segundo lugar ficou Pernambuco, com índice de 0,94%, o que representou aumento de 36,66% comparado ao mesmo período do ano passado (0,69%). O terceiro colocado foi Alagoas, com índice de 0,91%. O Estado apresentou queda de 1,20% no comparativo com o primeiro semestre do ano anterior (0,92%).

Entre os Estados com menor incidência de cheques roubados destacaram-se Amazonas, Pará, Sergipe e Santa Catarina. No Amazonas, o índice foi de apenas 0,35%, inferior 28,84% em relação ao 1º semestre de 2004 (0,49%). Em seguida apareceu o Pará, com índice de 0,45%, superior 2,15% frente ao mesmo período do ano passado (0,44%).

Na terceira posição, empatados com índice de 0,51%, ficou Sergipe e Santa Catarina. Em Sergipe o indicador de cheques roubados registrou queda de 17,56% no comparativo com o período de janeiro a junho de 2004 (0,62%) e em Santa Catarina houve alta de 25,07% em relação ao 1º semestre do ano passado (0,41%).

A Telecheque alerta para o fato do simples uso dos serviços de consulta (para avaliação do crédito) não ser uma garantia de segurança quando se trata de cheques roubados. Nestes casos, os cheques que serão consultados são "quentes" e de pessoas sem restrições financeiras, ou seja, serão aprovados. Para Praxedes, "o que os lojistas podem fazer para ficarem mais seguros é trabalhar com serviços de garantia de cheques, que lhes dêem ressarcimento no caso de devolução, além de insistir no treinamento de prevenção às fraudes".