O líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chignalia (SP), afirmou hoje que, com a morte do ex-governador Leonel Brizola, é difícil prever se a votação da medida provisória que fixou o salário mínimo em R$ 260 seja realizada esta semana. Ele informou que o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP) vai reunir os líderes partidários ainda hoje para fazer uma avaliação.

Em entrevista ao jornal NBr Manhã, do canal a cabo da Radiobrás, o líder disse que os deputados vão votar de acordo com a sua consciência. “Não houve nenhum fato novo nas contas públicas ou nas finanças do país que levasse a fazer alteração nos nossos votos. Até porque 260 reais é o maior salário mínimo dos últimos 17 anos. Nos não estamos votando algo irrelevante. Estamos votando o que o país pode pagar aos trabalhadores”, afirmou. Segundo Chignalia, “ao contrário do que a oposição deseja, muitos partidos avaliam que nós devemos ter mais votos nesta votação do que na primeira. Até porque a Câmara retoma a condução do processo político”.