A Associação de Familiares de Presos Desaparecidos do Chile (AFDD) exigiu do governo de Michelle Bachelet que enfrente "de uma vez por todas e integralmente" os temas pendentes das violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura do falecido Augusto Pinochet (1973-1990).

Lorena Pizarro, presidente da AFDD, afirmou que "a nulidade é o único caminho para rever a Lei de Anistia herdada da ditadura passada" e lamentou que Pinochet tenha morrido (em 10 de dezembro passado) na mais absoluta impunidade.

"A verdade é que as violações aos direitos humanos cometidas durante a ditadura nunca foram enfrentadas integralmente", declarou Pizarro à ANSA. "O melhor exemplo disso é a morte (sem condenação) do ditador, as identificações equivocadas dos restos de desaparecidos no Pátio 29, os projetos de impunidade. Até quando? Nós queremos que se tomem as medidas devidas e que nossas demandas sejam ouvidas", afirmou.

Ela reconheceu, sem entrar em detalhes, que junto com outras dirigentes abandonou antes do fim uma reunião com a ministra da Presidência, Paulino Veloso, que se realizou na última quinta-feira na sede do governo chileno.

Depois dessa situação de ruptura, Pizarro acredita que "há coisas por rever na relação da AFDD com o governo de Bachelet".