Brasília – A chuva afugentou a maioria das 30 mil pessoas que acompanhariam a cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, número estimado pelos organizadores.

Pequenos grupos ainda estão a espera do presidente Lula debaixo de lonas armadas no gramado da Esplanada dos Ministérios e sob a marquise dos ministérios mais próximos da Catedral. No Ministério do Esporte, cerca de 50 pessoas aguardam a passagem do presidente. Muitos também esperam dentro das dezenas de ônibus estacionados nas proximidades da rodovária do Plano Piloto.

Lula deve chegar à Catedral por volta das 15h40, quando então ? segundo o protocolo ? deveria trocar de carro para seguir para o Congresso Nacional. Lá, fará um juramento à Constituição Federal.

A expectativa inicial era que Lula chegasse em carro oficial e seguisse no Rolls Royce aberto doado pela Rainha da Inglaterra ao presidente Getúlio Vargas. Com a chuva, os planos podem ser alterados, mas qualquer anúncio oficial sobre alterações na organização só deverá ser feito momentos antes do início da cerimônia.

Em vez de utilizar o Rolls Royce aberto, o presidente poderá, por exemplo, seguir direto no próprio carro oficial, ou subir a capota do Rolls Royce. Uma terceira opção, menos provável, seria o presidente utilizar o carro utilizado pelo Papa João Paulo II durante a visita que fez ao Brasil em 1997 ? o chamado Papa-Móvel.

No Congresso, por causa da chuva, está tudo preparado para que o presidente entre pela Chapelaria, entrada coberta, habitualmente usada por parlamentares e visitantes.

Também está preparado o acesso do presidente pela rampa, com seus tapetes vermelhos, como é tradição. Dentro do Salão Negro, onde a rampa dá acesso, estão preparadas cadeiras para autoridades.

Segundo a diretora de Relações Públicas do Senado, Juliana Rebelo, a decisão sobre o caminho do presidente será dele. ?As duas opções estão preparadas?.

Em frente à Catedral, sob uma tenda, a banda de percurssão Batalá, com 40 integrantes, iniciou seu show. Cerca de 200 pessoas assistem ao espetáculo enquanto aguardam o início da cerimônia de posse.