O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) elogiou a indicação da senadora Marina Silva (PT-AC) para o Ministério do Meio Ambiente. “Ela tem duas grandes qualidades: possui uma vasta reflexão acumulada sobre a questão amazônica e, principalmente, é capaz de dialogar com os mais diferentes setores da sociedade”, disse o secretário-executivo da instituição, Egon Dionísio Heck.

O Cimi, vinculado à Igreja Católica, é a maior organização não-governamental do País dedicada à defesa dos povos indígenas – e a que defende as posições mais radicais. Considera a questão indígena intimamente vinculada à do meio ambiente e em mais de uma ocasião, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, se desentendeu com a direção do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Acreditamos que as relações com a futura ministra serão muito frutíferas”, disse o secretário. “Isso é importante para os povos indígenas, cuja existência é ameaçada com a destruição do meio ambiente.”