Brasília (AE) – O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afirmou hoje, por meio da assessoria, que permanece no governo e que continuará a defender, "com veemência", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ciro declarou que estaria com vontade de "largar mão" do ministério, depois das últimas denúncias de suposto esquema de corrupção que envolvem o governo e que atingiram nesta semana o secretário-executivo da pasta, Márcio Lacerda. Lacerda pediu demissão após o nome dele aparecer na lista de supostos sacadores do Banco Rural, o que provocou protestos de Ciro.

A assessoria do ministro informou que Ciro fez um desabafo quando manifestou a possibilidade de deixar o cargo e que estaria revoltado com as denúncias. Ciro, também por intermédio da assessoria, afirmou ter absoluta certeza de que não há nada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que considera que o presidente foi traído.

Em nota divulgada nesta semana, Ciro negou que Lacerda tenha recebido dinheiro das contas das empresas de Marcos Valério Fernandes de Souza, apontado como principal operador do chamado "mensalão". Ele explicou na nota que Lacerda fez um pedido ao então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para que ele providenciasse o pagamento de uma conta atrasada da empresa de publicidade New Trade. A agência de publicidade trabalhara na campanha do ministro e, no segundo turno, prestou serviço a empresas do publicitário Duda Mendonça.