O corregedor da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), disse há pouco que a conclusão das investigações sobre o presidente da Câmara, Severino (PP-PE), vai depender da apresentação do cheque que o empresário Sebastião Buani diz ter dado a Severino a título de pagamento de propina.

"Se o Bradesco for ágil e nos mandar o cheque, fica esclarecido", afirmou Ciro Nogueira. "O ideal é o cheque, porque senão fica uma palavra contra a outra". Segundo o corregedor, do cheque deve constar o nome do funcionário próximo a Severino que teria feito o saque do dinheiro, conforme afirmou o empresário.

O corregedor informou que vai conversar, ainda hoje, com Severino, que está em Nova York, para relatar o que está acontecendo no País, na ausência dele e a forma como a situação está sendo conduzida. Ele se referia à rapidez com que os partidos estão se movimentando para promover a saída de Severino do cargo. Mais uma vez, Nogueira disse que a questão de renúncia é pessoal de Severino e não quis emitir nenhum juízo a respeito.

O corregedor confirmou que Severino chega ao Brasil no domingo. Nogueira disse que a Corregedoria já abriu procedimento para também investigar as denúncias envolvendo o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), igualmente acusado por Buani de ter envolvimento com propina e de ter recebido R$ 20 mil dele.

Segundo o corregedor, o depoimento de Patriota será tomado por ele depois que todos os depoimentos à Polícia Federal e à comissão de sindicância da direção geral da Câmara tiverem chegado a suas mãos.