O dirigente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Macel Caixeta, disse hoje que o governo precisa ser mais ativo nas ações de sustentação de preços, adotando mecanismos tradicionais como os Empréstimos do Governo Federal (EGFS), Aquisições do Governo Federal (AGFs) e Contratos de Opção. Para ele, os mecanismos lançados no último plano de safra, como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Warrant Agropecuário (WA) ainda não estão em plena operação no mercado.

Caixeta ressaltou que, mesmo com o aumento de 7,9% (de R$ 16,4 bilhões para R$ 17,7 bilhões), o crédito oficial a juro equalizado, com taxas fixas e mais baixas que as do mercado, ainda é insuficiente para atender a demanda da agropecuária brasileira, com a agravante de que os tetos de financiamento por produtor foram congelados nos mesmos níveis do ano passado.

Ele lembrou que, antes do lançamento do novo Plano Agrícola, a CNA alertou o governo sobre a necessidade de crédito oficial de pelo menos R$ 56 bilhões. Caixeta explicou que existe um descasamento entre os preços dos insumos, que subiram muito no ultimo ano, e os preços de venda da produção, que não foram reajustados. ?Com isso, o agricultor está sem segurança para planejar o plantio?, concluiu.