Os bispos reunidos na 43ª Assembléia Geral de Itaici, no município de Indaiatuba, a 125 quilômetros de São Paulo, aprovaram, depois dos debates sobre as questões de bioética, uma declaração em defesa da vida em todos os seus estágios. Desde a concepção até a morte da pessoa, o que significa: condenação do aborto e da eutanásia.

Na declaração, que ainda não foi divulgada, a CNBB pede ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não sancione nenhuma lei que desrespeite o direito à vida, como qualquer tipo de aborto.

Na carta enviada à assembléia-geral pelo presidente da República, lida na abertura da reunião na última terça-feira, Lula lembrou a sua fidelidade aos valores evangélicos e à fé recebida de sua mãe, para garantir aos bispos que, embora o governo incentive o debate de algumas questões pela sociedade, ele não assinaria nada que atentasse contra a vida humana.

O presidente da CNBB, cardeal Geraldo Magella Agnelo, pediu audiência ao presidente da República para a próxima semana , na qual ele, juntamente com o vice-presidente, d. Celso Queiroz, e o secretário geral, d. Odilo Scherer vão relatar ao presidente as conclusões da assembléia e reafirmar a posição da CNBB, em relação a crise política e a outros problemas, como desarmamento e o aborto.