O presidente Lula deu conta do recado como convidado de honra da abertura da conferência internacional sobre biocombustíveis realizada pela Comissão Européia, em Bruxelas, na última quinta-feira.

Falando para uma platéia composta por ministros, empresários, pesquisadores e agentes de organizações não governamentais, o presidente foi enfático ao assegurar que o Brasil desenvolve um programa de certificação para mostrar que toda a cadeia de produção de biocombustíveis respeitará critérios ambientais, sociais e trabalhistas.

Diante da efervescência do debate sobre a expansão da produção de etanol, Lula esclareceu que ?a experiência brasileira mostra ser incorreta a oposição entre uma agricultura voltada para a produção de alimentos e outra para a produção de energia?. Mesmo com o aumento da produção de cana no País, Lula frisou que a fome diminuiu no período, lembrando que não existe escassez de alimentos, ?mas escassez de renda capaz de garantir o acesso das populações mais pobres ao que comer?.

Entre 2007 e 2013, a Comissão Européia vai destinar 61 milhões de euros para o governo brasileiro desenvolver programas de proteção ao meio ambiente e concessão de bolsas de estudos.

Como um paladino dos países pobres ou em desenvolvimento, Lula reiterou a abertura de caminhos para a negociação internacional de etanol e biodiesel, a fim de encurtar as diferenças entre países consumidores e produtores de energia. Está aberto o diálogo sobre o combustível verde.