O anúncio feito pela Urbs do aumento da tarifa da Rede Integrada de Transporte para R$ 1,90, na véspera de um feriado, foi classificada como “prejudicial ao usuário” pelo diretor-presidente da Comec, Alcidino Bittencourt Pereira. Ao tentar comprar vales-transporte com o preço antigo, nesta quinta-feira (08), o usuário encontrou a Urbs fechada. O órgão só reabrirá as portas na próxima segunda-feira (12), quando a nova tarifa já estará vigente.

Em entrevista à Rádio CBN na manhã desta quinta-feira, Luiz Filla, gerente de operações da Urbs, quando informado que vários usuários estavam tentando em vão comprar vales com o valor antigo, declarou que “tradicionalmente, as tarifas sobem num domingo e são anunciadas na sexta-feira à tarde, quando no sábado também não há expediente na Urbs”. Para Alcidino, “esse mau hábito foi reiterado. É uma prática prejudicial ao usuário, que é tomado de surpresa e impedido de salvaguardar seus interesses”.

A tarifa de R$ 1,90, contra as de R$ 1,65 e R$ 1,70 que estavam sendo praticadas na Região Metropolitana de Curitiba e na capital, criaram novamente uma cisão na própria administração municipal. Setores da prefeitura se declararam “frontalmente contra o aumento da tarifa de ônibus em Curitiba”. Para eles, “os valores são muito pesados e a população não vai suportar esse aumento. São quase R$ 4 por dia e no final do mês a conta fica pesada”.

Com relação ao anúncio veiculado pela Urbs nesta quinta-feira em vários veículos de comunicação, Alcidino diz não ser correta a informação que o reajuste contou com “o aval do Governo do Estado”. “Não há aval e nem pronunciamento do Governo. A responsabilidade pela fixação da tarifa é da Prefeitura Municipal”, finalizou.

Procon

Um grupo de cerca de 30 usuários de ônibus esteve na manhã desta quinta-feira, na sede do Procon-PR, para manifestar sua indignação e registrar reclamações contra o aumento da tarifa de transporte coletivo. Estes usuários pretendiam adquirir vales transporte antes da alta e ficaram revoltados ao encontrar a Urbs fechada. De acordo com o Coordenador do Procon, Algaci Túlio, o órgão já estuda um procedimento a ser adotado em relação ao aumento e a maneira como a questão está sendo tratada pela Urbs.