Acontece nesta quarta-feira, no auditório da Urbs, a primeira reunião da Comissão de Estudos da Tarifa, criada na semana passada pelo prefeito Beto Richa para tornar mais transparente e analisar todos os itens da planilha de cálculo do valor da passagem do transporte coletivo em Curitiba.

É a primeira vez que a Prefeitura de Curitiba convida a sociedade – representada na comissão – para discutir tecnicamente o cálculo da tarifa. "Queremos fazer com que a sociedade participe mais das decisões do poder público. Esse é o melhor caminho para atender melhor a comunidade, aperfeiçoar os serviços prestados e fazer um governo mais justo", afirmou Beto Richa.

Fazem parte do grupo de estudos o Ministério Público do Paraná, a seção Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp).

Também vão fazer parte da comissão representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Representando o governo estadual, haverá participação da Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). O município será representado pela Diretoria de Transportes da Urbs, pela Procuradoria Geral do Município e pela Secretaria Municipal de Finanças. A Câmara Municipal de Curitiba também vai participar da comissão, que será presidida pelo diretor-presidente da Urbs, Paulo Schmidt.

O decreto 386, que criou a comissão, foi publicado no Diário Oficial no último dia 25 e estabeleceu o prazo inicial de 90 dias para "a reavaliação dos critérios e procedimentos que resultam na fixação da tarifa do transporte coletivo". Ao instituir a comissão, o prefeito Beto Richa também determinou o congelamento do valor da passagem de ônibus por 90 dias. A atual tarifa está em vigor desde abril do ano passado. A data base dos trabalhadores ocorre em fevereiro. A inflação medida pelo IPC-FIPE de fevereiro do ano passado, mês do último dissídio, até agora, foi de 5,68% e o diesel, que é o combustível usado na frota de ônibus, subiu 23% de março desde março do ano passado.

O prefeito Beto Richa destacou a necessidade de redução dos impostos que incidem sobre os componentes da tarifa. "O peso dos impostos é de 40%. Vamos organizar um encontro entre prefeitos de várias cidades brasileiras porque queremos fazer pressão para que o Governo Federal desonere os tributos do transporte público", disse Richa ao informar que, para isso, conta com o apoio do prefeito de São Paulo, José Serra.