A vice-governadora da província da Bretanha, Pascale Loget, e o representante da Federação Camponesa Européia, René Louail, destacaram o apoio que o Governo do Estado viabiliza ao pequeno produtor rural através de programas como o Paraná 12 Meses, o Fundo de Aval, a Irrigação Noturna, o Leite das Crianças e a isenção de impostos que estimula a venda direta de produtos da agricultura familiar nos supermercados. “Temos a certeza na França de que o apoio para agricultura deve passar pelo apoio ao pequeno produtor”, ressaltou René nesta quarta-feira.

A comitiva reservou o dia para conhecer assentamentos de trabalhadores rurais sem-terra e para visitar a Cooperativa de Reassentados Atingidos por Barragens (Crab). O grupo veio ao Paraná para firmar acordo de comercialização de soja convencional e está percorrendo o Estado para levantar informações sobre como é realizada a fiscalização contra Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) e a rastreabilidade da cultura.

A região que envolve a Bretanha e o Pays de Loire ? que também não quer comprar soja transgênica ? é responsável pela produção de 65% da carne suína, 40% do leite e 50% dos ovos produzidos em toda a França. O governo da Bretanha pretende declarar a província livre de transgênicos no início do próximo mês e, para tanto, quer conhecer a experiência do Paraná no controle dos OGMs. “Não queremos soja transgênica nem para alimentação animal”, salientou Loget.

Louail e Pascale conheceram o sistema de fiscalização de uma unidade da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) em Ponta Grossa, na terça-feira, e ressaltaram que a fiscalização mantém a forma “séria a profissional observada na averiguação realizada pela Claspar” na segunda-feira, em Paranaguá.

Além do controle de OGMs, o grupo quer levantar informações junto aos produtores de alimentos orgânicos. “Eles estão satisfeitos e impressionados com a ‘logística do Governo’ e querem levantar dados que mostrem o potencial comercial do Estado também no fornecimento de produtos orgânicos”, explicou o engenheiro agrônomo do Greenpeace, Ventura Barbeiro.

O secretário da Agricultura e vice-governador, Orlando Pessuti, afirmou que o acordo firmado na segunda-feira comprova que o Estado está no caminho certo. “A prova disso são as missões recebidas da China, do Japão e agora da França, demonstrando interesse em adquirir produtos puros ou orgânicos. Nenhum país nos procurou até agora para comprar soja transgênica. Essa luta do Governo em manter o Estado livre de transgenia vai trazer bons resultados, e vai propiciar, num espaço curto de tempo, grande benefício aos produtores rurais”, avaliou.

Para o secretário, o acordo também reforça o conceito de “qualidade Paraná”, que o Governo luta para agregar à produção do Estado. “Esse acordo não só demonstra que estamos no caminho certo mas que também potencializamos ações junto a algumas cooperativas do Paraná, que recentemente firmaram contratos para exportar, com segurança, produtos segregados, certificados, e livres de transgênicos”, salientou