O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 2,1% em fevereiro, ante alta de 6,7% em janeiro. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Essa é a quinta edição do indicador, que é calculado com base nos resultados da pesquisa "Sondagem das Expectativas do Consumidor", apurada desde outubro de 2002 – com periodicidade trimestral, até julho de 2004, quando passou a ser mensal. O índice é composto por cinco quesitos da sondagem.

Em comunicado, a fundação tentou minimizar a queda, alegando que, "apesar do recuo em relação ao mês anterior, o índice de fevereiro ficou num patamar 4,6 pontos percentuais superior ao de dezembro passado". O resultado do ICC de um mês sempre é comparado ante o mês anterior. A FGV esclareceu que, na comparação com janeiro, houve piora tanto das avaliações sobre situação presente quanto das previsões para os próximos meses.

O ICC é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual, que caiu 3,3% em fevereiro, ante aumento de 5% apurado em janeiro; e o Índice de Expectativas, que caiu 1,4% em fevereiro, ante alta de 7,5% em janeiro. Entre os quesitos relacionados à situação presente, os piores resultados vieram do tópico "situação financeira da família". Na passagem de janeiro para fevereiro, a parcela dos consumidores que classificam a situação nesse tópico como boa caiu de 22,7% para 18,7%; no mesmo período, a parcela dos entrevistados que consideram a situação como ruim passou de 16,3% para 17,5%.

Na análise das expectativas do consumidor para o futuro, de janeiro para fevereiro, houve redução de 37,3% para 35,9% na parcela de consumidores que acreditam em melhora no cenário, nos próximos seis meses. No mesmo período, aumentou de 4,3% para 4 7% a participação de entrevistados que apostam em piora na situação futura, nos próximos seis meses. O levantamento abrange amostra de 2.000 domicílios, em sete capitais, com entrevistas entre os dias 30 de janeiro a 20 de fevereiro.