A Transcooper, cooperativa do microônibus soterrado no desabamento das obras do Metrô da capital paulista, ingressou ontem com uma medida cautelar no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo solicitando uma liminar para a suspensão das obras e a anulação do contrato assinado entre a Companhia do Metropolitano e as empresas do Consórcio Via Amarela. O pedido foi distribuído à tarde para o juiz Luiz Paulo Aliende, da 5ª Vara da Fazenda Pública do TJ.

O advogado da Transcooper, Bension Coslovsky, fundamentou a ?medida cautelar preparatória de ação popular? com o argumento de que a metodologia na construção da obra ?não se adaptou ao local?. A região da futura estação é uma área de várzea de rio, com solo fragmentado e arenoso com rochas mais duras na profundidade. Coslovsky anexou no seu pedido de liminar entrevistas concedidas nos últimos dias por geólogos e engenheiros condenando o método construtivo, que optou por túneis e não pontes.

O advogado pede que o juiz determine peritos independentes para descobrir as causas do acidente e permita a representantes da Transcooper acompanhar o trabalho. ?Queremos assegurar a participação das vítimas no estudo técnico para descobrir as causas do acidente.? A Assessoria de Imprensa do Metrô não comentou a ação.