Rio de Janeiro – Uma iniciativa como o Grupo das Arteiras ? cooperativa de produção de pães de seis favelas do Rio ? traz benefícios principalmente para a auto-estima dessas moradoras de comunidades de baixa renda. A avaliação é do coordenador da organização não-governamental (ONG) que apóia o projeto, Instituto de Análises Econômicas e Sociais (Ibase), Itamar Silva.

O grupo produz alimentos e reinveste o dinheiro no próprio negócio, em um esquema de economia solidária, ou seja, um empreendimento em que elas se organizam e realizam as tarefas de forma solidária. Também conta com uma cooperativa de 16 mulheres que trabalham com papel reciclado

?O fundamental nesse projeto é essas mulheres se descobrirem e descobrirem o potencial que elas têm. Acho que, depois desse projeto, elas são outras em sua casa, nas comunidades onde elas vivem e na sociedade?, diz Silva.

Além disso, a economia solidária pode tornar-se a principal fonte de renda para essas mulheres que são, em sua maioria donas-de-casa ou domésticas, como conta Mônica Francisco, moradora do Morro do Borel e integrante do grupo.

?Ainda é visto como uma coisa complementar e alternativa?, comenta. ?Mas o nosso pensamento caminha para que isso seja nossa renda única, produzida por nossas próprias mãos. A gente tem trabalhado dentro do grupo a questão da autogestão, de dividir os recursos, de se apropriar desses recursos e de gerenciar esses recursos. As mulheres têm se capacitado?, afirma.