A Copel fechou o primeiro semestre deste ano com lucro líquido de R$ 196,7 milhões, valor quase 14% superior ao lucro de R$ 172,8 milhões verificado na primeira metade de 2004. O lucro operacional, de R$ 321,7 milhões, foi 10,4% maior que o verificado ao final dos seis primeiros meses de 2004.

O resultado ficou dentro das expectativas do presidente da estatal, Rubens Ghilardi, que destacou três fatos no balanço da Companhia na primeira metade de 2005: o crescimento de 30,5% na receita operacional líquida, resultado da comercialização de energia elétrica, que chegou a R$ 2,35 milhões; os investimentos na expansão e melhoria dos sistemas de energia elétrica, que já atingem R$ 204 milhões; e o crescimento do mercado consumidor, com 3,9% de elevação.

?A conjugação desses três fatores nos oferece indicador bastante favorável para o futuro?, interpretou Ghilardi. ?O consumo de energia elétrica sinaliza estar voltando a crescer em patamares compatíveis com os índices históricos anteriores à época do racionamento e, como conseqüência, exigindo investimentos na ampliação das instalações do sistema?, disse.

?Fechando o ciclo, há um incremento na receita para tornar possível a execução de todas as obras necessárias, mas ainda permitindo à Copel praticar a menor tarifa do país entre as grandes empresas do setor e concedendo descontos no pagamento da conta de luz aos consumidores pontuais?.

Provisionamento

O balancete da Copel relativo ao primeiro semestre do ano também concede destaque ao fim do provisionamento, a partir de 1o de junho, das despesas de compra de gás natural, decorrência da rescisão de contrato entre a Petrobrás e a Compagas. O valor total provisionado nessa conta é de R$ 665 milhões.

Outro acontecimento relevante foi o encerramento de uma operação de emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 400 milhões: com o resultado dessa captação, a Copel liquidou uma emissão de eurobônus no valor de US$ 150 milhões, originária de 1997.

Também a Elejor ? Centrais Elétricas do Rio Jordão ?, empresa controlada pela Copel com 70% das ações, realizou no semestre uma operação de captação via debêntures com o BNDESPar, no valor de R$ 255,6 milhões. A primeira liberação de recursos, de R$ 175,2 milhões, ocorreu em maio: desse total, R$ 123 milhões foram utilizados na amortização de empréstimo de mútuo que a Elejor contraiu com a Copel.

Investimentos

O presidente da Copel chamou a atenção para a progressão dos investimentos feitos pela estatal na expansão das instalações do sistema elétrico. ?Programamos destinar às obras de ampliação, modernização e melhoria dos nossos serviços algo como R$ 500 milhões no ano todo, e já chegamos a 40% disso só na primeira metade?, informou Ghilardi.

?Isso de certa forma foge um pouco ao padrão desse tipo de programa, pois normalmente é no segundo semestre que os investimentos deslancham, depois de vencidas as etapas dos projetos e licitações?.

Na contabilidade apresentada pela Copel ao mercado, está registrado que a Companhia investiu de janeiro a junho R$ 119,2 milhões em obras de distribuição e R$ 61,1 milhões em transmissão ? as duas áreas de atenção prioritária pela Companhia, pois são as que mais diretamente respondem pela qualidade dos serviços prestados aos consumidores. A área de geração recebeu R$ 9,9 milhões, telecomunicações R$ 8,8 milhões e canalização de gás R$ 4,9 milhões.

A Copel encerrou o semestre com ativo total de R$ 10,08 bilhões e patrimônio líquido de R$ 5,33 bilhões. O número de ligações elétricas atendidas diretamente era de 3.222.813 unidades consumidoras em 393 municípios e 1.112 localidades como distritos, vilas e povoados.