A Copel encerrou o primeiro trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 170,7 milhões, 118% superior aos R$ 78 milhões verificados no mesmo período de 2005.O resultado ficou dentro das expectativas da Companhia, na avaliação do seu presidente, Rubens Ghilardi. ?Os números demonstram uma evolução sólida e consistente na gestão da Copel, nos oferecendo perspectivas bastante promissoras para prosseguir investindo na expansão e melhoria dos serviços de energia no Paraná?.

O presidente interpretou os números do trimestre como ?continuidade dos êxitos da política de recuperação da Copel determinada pelo governador Roberto Requião, que reunificou a empresa e restaurou sua saúde econômica e financeira repactuando uma série de contratos lesivos e ruinosos?.

Geração de caixa 

Para Ghilardi, o balancete dos três primeiros meses de 2006 mostrou crescimento num índice que é muito importante para a empresa, o Lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização). ?Esse item traduz a nossa capacidade de geração de caixa, que cresceu 62% e passou de R$ 224,9 milhões para R$ 364 milhões?, destaca. ?O dado é altamente positivo, pois nos dá tranqüilidade para dar continuidade aos investimentos programados para este ano?. Entre janeiro e março de 2006 a Copel investiu R$ 118,1 milhões, de um total previsto no ano de R$ 553,1 milhões.

A receita operacional líquida atingiu R$ 1 bilhão 314 milhões, crescendo 14% em relação ao primeiro trimestre de 2005, e o lucro operacional atingiu R$ 273 milhões ? pouco mais que o dobro do ano passado.

Consumo 

O consumo de energia elétrica faturado pela Copel entre janeiro e março de 2006 cresceu 1,7% comparativamente ao mesmo período de 2005, com índices bastante expressivos nas categorias comercial (8,6%), rural (6,4%) e residencial (4,4%). O setor industrial teve retração de 4,9%, resultado influenciado pela variação negativa do dólar, fato que reduziu as atividades em importantes segmentos da indústria paranaense, e pela saída de alguns consumidores que investiram em autoprodução.

Ao final de março, a Copel totalizava 3.277.966 ligações elétricas atendidas. O patrimônio líquido alcançava R$ 5 bilhões 657,8 milhões e seus ativos totais eram de R$ 10 bilhões 975,6 milhões. As dívidas totais eram de R$ 1 bilhão 909,5 milhões, representando 33,8% do patrimônio líquido. Se for subtraído desse total o endividamento da Elejor (debêntures negociadas com o BNDESPar), o índice de endividamento do patrimônio líquido da Copel cai para 28,4%.