A presidência da Copel informou nesta terça-feira (24) que irá corrigir as fissuras existentes na barragem da Usina de Salto Caxias assim que estudos especializados ? que estão em andamento ? indiquem o momento mais apropriado e seguro para a execução das obras. ?Barragens são construídas para conter água, e pontos de fissura são anomalias que tanto podem ser conseqüência de uma falha de projeto, de execução ou de fiscalização e controle?, disse o diretor de gestão corporativa e presidente em exercício da Copel, Luiz Antônio Rossafa. ?Não podemos nos sentir confortáveis com a presença de fissuras em uma barragem nossa e nem conviver indefinidamente com elas?, observou.

?A Copel tem registro da existência de fissuras na barragem de Salto Caxias desde o enchimento do reservatório, no final de 1998?, afirmou Rossafa, que também preside o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná. ?Desde a posse da atual diretoria, a Copel passou a aprofundar estudos e a avaliar com extremo cuidado o problema, principalmente com o objetivo de identificar causas, origens e responsáveis e promover sua regularização?.

Estabilidade

O presidente em exercício afirmou que as fissuras em Salto Caxias estão estabilizadas e que a intervenção corretiva está sendo planejada. ?O reparo é uma intervenção possível que, devidamente programada, vai sanar definitivamente essas anomalias, reduzindo os custos da Copel com monitoramento, estudos, relatórios e consultoria especializada?. Segundo disse, o planejamento, visa garantir segurança aos técnicos envolvidos, à população das imediações e, também, à operação do sistema elétrico interligado.

O consultor Nélson Luiz de Souza Pinto, um dos especialistas mais respeitados na área da engenharia hidráulica em todo o mundo, tem acompanhado o problema das fissuras desde o início e afirma que neste estágio elas estão sob controle. ?No momento, elas não exercem risco à segurança da estrutura e, salvo algum fato novo que não seja de nosso conhecimento, estão sendo mantidas sob controle?, declarou.

Estrada

A barragem da Usina de Salto Caxias tem 1.083 metros de comprimento na crista e altura máxima de 67 metros, servindo também como ligação rodoviária entre os municípios de Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, situados nas margens do Iguaçu. O maciço é formado por 912 mil metros cúbicos de concreto compactado com rolo e 528 mil metros cúbicos de concreto convencional.

A construção da hidrelétrica, inaugurada em 1999, demorou quatro anos e demandou investimentos superiores a R$ 1 bilhão. Sua capacidade de geração de 1.240 megawatts significa potência suficiente ao atendimento do consumo de uma população de 4 milhões de pessoas.