O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central passa a se reunir durante três dias a partir de junho. Desde 2000, os integrantes do Copom passaram a se reunir por dois dias. Antes o encontro durava apenas um dia. O teste de ampliação começou a ser feito hoje, com um encontro entre os chefes de departamento, diretores e o presidente do BC, Henrique Meirelles.

Pelo sistema atual, no primeiro dia os chefes de departamento, diretores e o presidente do BC fazem uma exposição e análise de mercado. No segundo dia se reúnem apenas os diretores do BC. Neste segundo dia a reunião tem caráter deliberativo, ou seja, se decide o percentual da taxa Selic, fixada hoje em 26,5% ao ano, por exemplo.

Oficialmente, o BC nega que a reunião de hoje seja uma extensão do encontro do Copom, que neste mês começa amanhã. O encontro seria uma “prévia” em que os chefes de departamento, diretores e Meirelles fariam a análise de alguns dados de mercado.

O objetivo seria tirar do primeiro dia de reunião a discussão de alguns temas. Dessa forma, a reunião do Copom seria mais produtiva, já que os integrantes teriam mais tempo para decidir pela manutenção ou não da atual taxa básica de juros.

O BC evita oficializar essa reunião prévia como a ampliação da reunião do Copom. Mas a instituição admite que o encontro prévio será incorporado nos próximos encontros do Copom. A decisão de ampliar em mais um dia a duração da reunião do Copom também segue padrão de outros países que também seguem o regime de metas inflacionárias. Esse seria o caso da Nova Zelândia, onde o Copom se reúne por quatro dias.