Em geral, semanas com reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central são dominadas pela expectativa de analistas e investidores sobre a decisão acerca da taxa básica de juros. Mas o resultado do encontro desta semana, que começa amanhã e termina quarta-feira, já é dado como certo pelo mercado: o BC cortará a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 12,50% ao ano.

Com isso, as atenções estarão novamente voltadas para os Estados Unidos. A manutenção do otimismo das últimas semanas depende da confirmação das previsões dos analistas sobre os dados que serão divulgados entre hoje e sexta-feira. Além de indicadores macroeconômicos, nesta e nas próximas semanas os investidores vão olhar os resultados das empresas americanas relativos ao primeiro trimestre de 2007.

Entre os balanços com divulgação prevista nesta semana estão os da Coca-Cola, da Intel, do Yahoo, da Motorola, do JP Morgan, do Bank of America e da American Express. "Desses, os mais importantes talvez sejam os dos bancos, pois os investidores querem saber até que ponto a crise do setor imobiliário voltado aos clientes de maior risco impactou os resultados", disse Sandra Utsumi, economista-chefe do BES Investimentos.

Para ela, se as boas condições nos EUA se consolidarem, o dólar deve romper em breve a barreira de R$ 2. Quem também certamente se beneficiará se a conjuntura internacional permanecer favorável é a Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). O Ibovespa já bateu seis recordes de pontuação em abril, quatro deles na semana passada.