Todos os ministérios passarão a contar, daqui por diante, com um corregedor autônomo para fiscalizar os gastos e punir administrativamente gestores, desde chefes de repartição até os mais altos escalões, envolvidos em atos de corrupção. Eles não devem obediência ao ministro da área em que atuarem e integrarão o novo Sistema Nacional de Correição (SNC), criado por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU). O novo sistema, que integra a estrutura da Controlarodia-Geral da União (CGU), terá unidades autônomas em relação a cada órgão onde vão atuar. Inclui também uma Secretaria Nacional de Prevenção à Corrupção e de Informações Estratégicas. As mudanças fazem parte do pacote de medidas que o governo vinha estudando para reduzir os ralos da corrupção no setor público. Integram ainda a nova estrutura da CGU um núcleo central contra a corrupção e três corregedorias adjuntas, dedicadas, respectivamente, às áreas econômica, social e de infra-estrutura.

Com independência funcional, os corregedores podem atuar com inteira autonomia e cumprir o objetivo de combater a impunidade, segundo explicou o ministro do Controle e da Transparência, Waldir Pires. "Eles poderão apurar com isenção todas as denúncias de desvio e punir seus responsáveis na esfera administrativa", disse. Os corregedores de cada ministério serão designados nos próximos dias por Pires.