A Sanepar e a prefeitura de Maringá estão buscando viabilizar um projeto-piloto para despoluir e preservar os córregos da cidade. A idéia é que o trabalho seja feito em conjunto com entidades civis e órgãos governamentais em ações que diminuam os impactos ambientais causados não apenas pelo lixo, mas também pelo lançamento de esgotos clandestinos domésticos e industriais nas microbacias.

O encontro entre diretora de Meio Ambiente e Ação Social da empresa, Maria Arlete Rosa, e o secretário do Meio Ambiente e Agricultura de Maringá, José Croce Filho, deu início ao planejamento. De acordo com Maria Arlete, a parceria prevê a elaboração do diagnóstico da situação de cada rio que corta a cidade e a identificação das principais fontes poluidoras. ?O objetivo maior do projeto não é encontrar e punir os culpados pela poluição, mas sim estabelecer um acordo para que estes poluidores assumam a responsabilidade e participem de forma pró-ativa nesta ação socioambiental, tomando as medidas necessárias para que a poluição deixe de existir?, afirma.

Para José Croce, a parceria tem grande importância. ?Temos desenvolvido muitas ações visando à redução dos impactos ambientais na cidade. Creio que este projeto é o embrião da recuperação dos córregos e nascentes que cortam o nosso perímetro urbano?, diz o secretário.

O córrego que servirá como projeto-piloto será escolhido na próxima reunião do Conselho de Meio Ambiente de Maringá. Uma das alternativas é o Ribeirão Morangueiro, um dos afluentes do Rio Sarandi, que deságua no Pirapó, manancial responsável pelo abastecimento da cidade.