O ministro das Comunicações, Hélio Costa, diz que vai se reunir novamente com representantes das companhias telefônicas brasileiras para e mostrar o quanto estão "atrasadas" na comparação com o mercado internacional, ao praticarem a cobrança da taxa básica ao consumidor.

Costa disse que em todos os países do mundo os preços foram caindo e o telefone chegou às classes de renda mais baixa. "Nos Estados Unidos, por exemplo, uma assinatura básica chegou a US$ 12 e, hoje, praticamente na maioria dos estados é zero e na Europa a mesma coisa", disse.

Para o ministro, os preços cobrados no Brasil de telefonia fixa estão provocando o crescimento de usuários na telefonia celular pré-paga, que atende a essa parcela da população.

"A idéia é que as empresas entendessem o que nós estamos propondo. Estamos propondo que os 20 milhões de telefones estocados que eles têm e não usam sejam colocados nas casas das pessoas que na realidade não podem pagar R$ 40 (seria o equivalente à assinatura básica), mas podem pagar pelo pulso usando o telefone", afirmou.

O ministro afirma não concordar com a cobrança de uma tarifa na conta, ainda que o consumidor não tenha usado os serviços: "É o modelo de contagem. Levantou o telefone cobrou um pulso por quatro minutos, depois que fala começa a cobrar mais quatro minutos. Então qualquer coisa que se faça com o telefone dez segundos paga oito minutos. Isso não é justo, está errado. Tem que ser corrigido."

Hélio Costa participou, nesta quarta-feira, no Rio, da abertura do 19º Congresso da União Postal das Américas, Espanha e Portugal, que reúne representantes de 27 países. Essa é a primeira vez que o congresso, que se repete a cada cinco anos, acontece no Brasil.