O ministro da Saúde, Humberto Costa, defendeu hoje a proibição total de vendas de armas como uma forma de reduzir a escalada da violência no País. “Não podemos ser espectadores nesse processo. Temos de nos organizar para conseguir a absoluta, completa e total proibição da venda de armas”, disse, numa referência ao plebiscito que deverá ser feito no próximo ano sobre o comércio de armas.

As afirmações foram feitas durante o lançamento da Carta de Saúde pelo Desarmarmento, uma iniciativa do ministério e dos Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde para orientar profissionais a atender de forma adequada pacientes vítimas de violência.

Costa afirmou que a opinião sobre o plebiscito é do Ministério da Saúde, mas que certamente é acompanhada pelo governo. “Há uma relação óbvia entre violência e os gastos com saúde”, disse. Entre janeiro e setembro deste ano, o ministério gastou R$ 397,8 milhões com internações de pacientes vítimas de violência. Nestes gastos, não estão incluídos despesas com fisioterapia, consultas e atendimento ambulatorial.

O volume de atendimentos, segundo ministério, cresceu de forma significativa ao longo dos últimos anos. Em 2003, 70,8% das mortes por causas externas registradas foram provocadas por ferimentos com arma de fogo. Porcentagem muito superior à que havia sido registrado em 1991 – 50,3%.