A CPI dos Sanguessugas poupou assessores e parlamentares supostamente envolvidos com a máfia das ambulâncias. A comissão aprovou hoje requerimentos de convocação de quatro pessoas ligadas ao esquema, entre elas Maria da Penha Lino, que seria o braço da quadrilha no Ministério da Saúde.

Deixou de fora da lista os 27 assessores e ex-assessores de deputados e senadores denunciados pelo Ministério Público Federal como integrantes do esquema que desviava recursos do Orçamento por meio da compra superfaturada de ambulâncias. Os membros da comissão nem apresentaram requerimentos neste sentido.

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), integrante da CPI, levou à CPI informações sobre as investigações da máfia das ambulâncias em Mato Grosso. Para ele, em dez dias, será possível fazer um cruzamento com o nome dos parlamentares envolvidos.

De acordo com Gabeira, há quatro linhas de implicação. A primeira é a apresentação de emendas. A segunda, o relatório da Controladoria-Geral da União sobre o superfaturamento das emendas. Depois, vem a degravação da Polícia Federal sobre o caso e, por último, a folha de pagamento da empresa Planam. "Se você usar esses anéis de uma forma adequada, muitos ficarão presos", afirmou.

Ele disse ainda que, assim que a "questão ficar explicitada" na CPMI, a comissão poderá fazer uma sugestão à Mesa da Câmara pedindo que os envolvidos no processo se afastem do caso por 30 dias.