A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas recebeu mais 60 dias de prazo para concluir os trabalhos, que deveriam terminar até 5 de julho. A iniciativa recebeu apoio integral do presidente da Câmara, Aldo Rebelo. Entre os motivos apontados para justificar a prorrogação, está a prisão de quatro advogados, entre ontem e hoje, supostamente ligados à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o que demandaria mais tempo de investigação por parte da comissão. Há, ainda, atraso na recepção de documentos, como quebras de sigilo, que são indispensáveis para a conclusão do relatório.

Audiência pública

Os deputados tentarão ouvir na próxima quarta-feira (5) o ex-secretário de Administração Penitenciária de São Paulo Nagashi Furukawa. A audiência para ouvi-lo estava prevista para esta quarta-feira, mas Furukawa não compareceu alegando problemas de saúde. Ainda na próxima semana, os integrantes da comissão deverão fazer diligências na fronteira do País.

Quebra de sigilos

Na reunião de hoje, também foi aprovado requerimento que pede a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de 14 advogados investigados pela CPI, incluindo Maria Cristina de Souza Rachado e Sérgio Weslei da Cunha, acusados de terem comprado o áudio de uma sessão reservada da comissão e repassado a lideres do PCC.

Participaram da reunião com Aldo Rebelo os deputados Moroni Torgan (PFL-CE), presidente da CPI; Paulo Pimenta (PT-RS), relator; Neucimar Fraga (PL-ES), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Fleury (PTB-SP) e Luiz Couto (PT-PB).