A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a relação das casas de bingos do país com a lavagem de dinheiro e o crime organizado (CPI do Bingos) tem quatro depoimentos agendados para próxima semana.

Na quarta-feira, devem ser ouvidos o ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Valderi Albuquerque, e o ex-vice-presidente de Logística da instituição, Mario Haag. Na quinta-feira, se apresentam à CPI o também ex-vice-presidente de Logística da CEF, Paulo Bretas, e o ex-superintendente de projetos da Caixa, Carlos Cartell.

Ontem, os membros da CPI dos Bingos aprovaram a convocação de mais nove pessoas, dentre elas o ex-ministro e deputado José Dirceu (PT-SP), que foi chefe de Waldomiro Diniz na Casa Civil; o ex-deputado Geraldo Magela, que teria recebido R$ 100 mil de Waldomiro Diniz em sua campanha para o governo do Distrito Federal; o ex-governador do Rio de Janeiro, Antony Garotinho, responsável pela nomeação de Waldomiro para a presidência da Loteria do Rio de Janeiro (Loterj); a ex-governadora do Rio, Benedita da Silva, que manteve Diniz à frente da Loterj; e a atual governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Mathues.

Os senadores também aprovaram requerimento para a acareação do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com Waldomiro Diniz. Ontem, em depoimento, Diniz se disse vítima de chantagens de Cachoeira, contrariando o que disse o empresário à comissão. Waldomiro Diniz, que depôs protegido por habeas corpus, foi flagrado nas imagens de um vídeo há mais de um ano negociando possível favorecimento em concorrências em troca de contribuições para campanhas eleitorais.

Durante esta semana, a CPI dos Bingos ouviu o ex-assessor da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), Rogério Buratti, os advogados e sócios da MM Consultoria Jurídica e Administrativa, Marcelo Coelho Aguiar e Walter Santos Neto, além de Waldomiro Diniz.