Brasília – Uma comitiva da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas (CPMI) estará em Cuiabá nesta segunda e terça-feira para ouvir acusados de envolvimento na compra fraudulenta de ambulâncias com recursos do Orçamento. Na segunda-feira (10), deverá ser tomado o depoimento da ex-assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, que está presa naquela cidade. Ela é acusada de ser a principal facilitadora da liberação das emendas parlamentares no Ministério da Saúde.

No dia seguinte (11), os parlamentares ouvem Darci Vedoim, dono da empresa Planam, que vendia ambulâncias e equipamentos médicos para as prefeituras. Vedoim é acusado de ser o chefe do esquema. No mesmo dia, será ouvido o filho de Vedoim, Luiz Antonio Trevisan Vedoim.

A fraude foi descoberta por uma operação desencadeada pela Polícia Federal, que abriu mais de 140 inquéritos sobre 76 municípios, envolvendo mais de mil ambulâncias, que custavam em média R$ 100 mil. O esquema teria sido montado no Mato Grosso, onde mora Vedoin. O grupo tinha integrantes que atuavam em prefeituras, no Ministério da Saúde e dentro do Congresso Nacional e atuava na fraude de licitações e influenciava a liberação de emendas parlamentares.