A relatoria da CPI do Apagão Aéreo do Senado será ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO), na verdade, a função mais relevante do ponto de vista dos observadores das rotinas parlamentares. A presidência ficou com o senador Tião Viana (PT-AC).

O Senado seguiu à risca a tradição de dividir a presidência e a relatoria entre governo e oposição, o que acabou não acontecendo na Câmara, onde a coalizão conta com expressiva maioria. A CPI vai investigar as causas da crise aérea originada pelo choque do Boeing da Gol com o jato Legacy, em setembro do ano passado.

Ex-procurador de justiça de Goiás, o senador Demóstenes Torres adiantou que a comissão seguirá três linhas fundamentais: as causas do choque entre as aeronaves, a crise aérea gerada pelos controladores de vôo e os indícios de corrupção na Infraero, o órgão estatal responsável pela administração dos principais aeroportos comerciais do País.

Fiel ao dever de casa, a bancada petista, liderada pela senadora Ideli Salvatti (SC), tentará impedir que a investigação fuja do fato determinado, como aconteceu com a CPI dos Correios, na qual a oposição deitou e rolou.