Brasília – Os primeiros a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Sanguessugas após as eleições deverão se Gedimar Passos, Valdebran Padilha e Jorge Lorenzetti. O vice-presidente da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), disse que os depoimentos foram marcados para o dia 31 de outubro. Os três são acusados de envolvimento na tentativa de compra de um dossiê que apontaria o envolvimento de políticos tucanos no esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento.

Passos e Padilha foram presos com R$ 1,7 milhão que seriam usados para a compra de dossiê que apontaria o envolvimento de tucanos no esquema de compra de ambulâncias. Lorenzetti chefiava o núcleo de informações e inteligência da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em depoimento à Polícia Federal, ele admitiu ter interesse no dossiê, mas disse que recusou a pagar por ele.

Raul Jungmann informou que vai conversar hoje com juiz da 2ª Vara do Mato Grosso, Jefferson Schneider, para reiterar pedido de transferência de informações à CPI. Segundo ele, o juiz já autorizou o repasse de dados que ainda não chegaram à comissão. Entre esses dados estão a quebra de sigilo telefônico de Hamilton Lacerda e o rastreamento de US$109.800,00 provenientes do Sofisa. ?Estamos esperando as informações?, afirmou. Lacerda é ex-coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo.

O vice-presidente da CPI disse também que já foi pedida a quebra de sigilo bancário de Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência da República, acusado de intermediação na compra do dossiê.