Rio ? Apesar da taxa de desemprego ter ficado estável em outubro, pelo quarto mês seguido, o resultado não é considerado favorável, pelo economista Cimar Azeredo, técnico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, a oferta de novas vagas e contratação de mão-de-obra ficaram abaixo das expectativas.

A expectativa do IBGE, segundo o economista, era de um desempenho melhor, em outubro, em função do cenário de maio, quando houve aumento na oferta de emprego e redução do número de pessoas desocupadas. Esse resultado, na análise do economista, sinalizaria uma desaceleração no índice de desemprego ao logo do ano.

"O que frustrou a expectativa foi que a partir de maio, houve um engessamento, embora num patamar mais baixo, mas ficou paralisado", afirmou Azeredo. O economista apontou o aumento nas taxas de juros, a política cambial e a crise política como as principais influências negativas no comportamento do mercado de trabalho em outubro, mas não soube informar o impacto de cada um desses fatores no resultado da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta sexta-feira, pelo IBGE.

De acordo com Cimar Azeredo, na comparação com 2003 e 2004, os dados deste ano são favoráveis. De janeiro a outubro de 2005, a taxa de desocupação foi 1,75% menor que o mesmo período de 2004, e 2,43% em relação ao mesmo período em 2003.

Azeredo disse ainda que, para os dois últimos meses deste ano, a pesquisa mensal de emprego indica um aumento na contratação de mão-de-obra que deve, no entanto se reverter em janeiro de 206, com a liberação dos trabalhadores contratados temporariamente no fim do ano. Com relação ao rendimento médio do trabalhador com carteira assinada, que caiu de R$ 979,83 em setembro, para R$ R$966,10 em outubro, o economista atribui a redução de 1,4% no mês, à inflação e à entrada de pessoas no mercado de trabalho com salários mais baixos.